• Laura Machado

RESENHA: Carry On (ROWELL, Rainbow)


SINOPSE: Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior Escolhido que alguém já escolheu. Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros.


A versão que eu li desse livro tinha 517 páginas. E eu li 407 no mesmo dia. Acho que isso já dá pra deixar bem claro o quanto esse livro é divertido e viciante, né?


É muito estranho pensar que ele praticamente veio do livro Fangirl, já que eu gostei mil vezes mais dele! Quer dizer, o livro não é perfeito. Na primeira parte, que tem 150 páginas, parece que ele não está realmente indo para lugar nenhum. Não tem ainda um enredo certo, é mais uma super apresentação. Mas, mesmo quando ainda parecia não ter um sentido para a história, eu queria de qualquer jeito chegar até o primeiro capítulo pelo ponto de vista do Baz. E, depois que cheguei nele, não parei mais.


Sim, todos os personagens são divertidos, até mesmo o Simon! A Penelope é Hermione o suficiente para eu não ter me decepcionado, mas eu tinha que admitir que passei a história inteira correndo atrás dos pontos de vista do Baz, porque ele é o melhor. Ele é um sonho de personagem sarcástico, mal-humorado, arrogante e metido que é apaixonado secretamente pelo inimigo. E a melhor parte é que a Rainbow conseguiu manter a personalidade dele até o final, principalmente o jeito dele de "reclamar" do Simon. Sério, não teve um único capítulo dele que eu não amei! O Baz e a interação dele com o Simon fizeram o livro para mim. Esse ship valeu toda a história e me fez colocar Carry On na minha lista de favoritos. E o Baz na de personagens mais amados.


Depois da página 150, a história vai ganhando de pouco em pouco mais enredo. Desde o começo, dá para saber qual o propósito do livro, até, mas os acontecimentos não se focam nessa direção, então isso nem parece importar muito até começarem a aparecer peças importantes para a resolução. Já falei que adoro a interação de todos os personagens e me derreto pela do Baz com o Simon? Sério, eu não conseguia parar de ler esse livro, não porque queria ver como eles resolveriam tudo, mas só porque queria ler mais e mais cenas dos dois juntos.


O final foi muito bom, a autora soube explicar tudo e, apesar de ser um livro de fantasia, ainda me deu a sensação de estar lendo algo leve e contemporâneo. Não me decepcionei nem um pouco. É até engraçado lembrar que eu estava com um pouco de preguiça de ler, já que eram 500 páginas, e acabei em dois dias (e isso só porque eu precisava acordar hoje cedo, senão teria terminado ontem fácil!). Achei tudo bem explicadinho, até um pouco lúdico no começo, com o toque de paródia necessário, mas ao mesmo tempo bastante original! Simplesmente adorei o livro, me diverti horrores, shippei demais e fico tão, mas tão feliz de ter decidido ler!


Recomendo para todo mundo que está disposto a se apaixonar e mergulhar em um mundo de bruxos um pouco diferente do normal. E passar o livro inteiro sorrindo que nem bobo.


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