• Laura Machado

RESENHA: Amor e Gelato (Welch, Jenna Evans)


Sinopse:

Lina foi passar o verão na Toscânia para cumprir o desejo da mãe - conhecer o seu pai, que desapareceu à 16 anos. Mas a descoberta do diário da vida da sua mãe em Itália vai mudar tudo. Vai conhecer um mundo mágico de amores proibidos e um segredo que vai transformar tudo o que ela julgava saber sobre a sua mãe, o seu pai, e até ela própria. Um livro perfeito para todos os fãs de John Green e Rainbow Rowell.


O QUE EU ACHEI:


Eu queria ler esse livro há muito tempo e ele veio bem na hora certa. Tinha acabado de terminar um livro enorme e precisava de um bem leve para compensar. Eu adoro livros contemporâneos, foram eles que me fizeram querer virar escritora, amo romances e sou quase mais louca ainda por viagens. Ou seja, esse livro devia ser perfeito para mim. Não foi. Sim, ele é mesmo bastante fofo e foi divertido, mas eu realmente esperava mais. Não sei o que acontece com livros contemporâneos hoje em dia, mas ultimamente parece que só encontro livros assim que pareceram ter sido escritos em poucos dias rapidamente. Amor e Gelato é super fácil de ler, a letra da edição em inglês é enorme mesmo e tem menos de 400 páginas. Se diminuíssem a letra, o livro ficaria tão minúsculo, que talvez aí a editora ou a autora perceberiam que ele estava pequeno demais. E talvez teriam tentado deixá-lo menos superficial.


Não sei por que parece que todos os livros estilo quase comédia romântica ultimamente precisam ser tão corridos e superficiais. Durante várias cenas, eu me vi reclamando da falta de descrição de sentimentos e principalmente da personalidade da Lina e do Ren. Não me leve a mal, os dois são personagens okay, eu gostei do senso de humor dos dois e tals, mas foi tudo tão raso, que eu não tenho ideia de quem eles realmente são e tenho certeza de que vou me esquecer deles nos próximos minutos. Eu não tive nada fatalmente contra a protagonista, aliás, mas será necessário todas as protagonistas de livros assim serem desajeitadas, sem saber dançar ou andar de salto? Não está na hora de criarem personagens mais complexas e únicas? O que deveriam ser os dois pontos altos do livro, a Itália e o romance, são bem fracos. Não conseguiriam compensar a escrita superficial e pareceram estar ali só por obrigação do gênero (o romance) ou para ser "diferente" (a viagem). O romance é rápido demais, o "mistério" do diário da mãe da Lina não é tão misterioso assim (dá para adivinhar desde o começo o que é) e todas as cenas turísticas são forçadas e nada naturais. Muitas vezes, eu achei o diálogo desconfortável mesmo nessas horas, como se a autora quisesse provar que conhecia a cidade e não sabia fazer isso encaixar direito. Muitas cenas foram assim, até mesmo o jeito que a Lina conhece o Ren foi bem esquisito e deslocado. Além disso, o desenvolvimento do romance foi rápido demais. Não foi insta-love, mas poderia muito bem ter sido, pela intensidade com a qual cresceu em uma semana . E, vou ser honesta, não convenceu nem nessa semana. Não teve uma cena antes que fosse um pouco mais intensa para mostrar algum desenvolvimento mais profundo, alguma prova de que os dois se conheciam de verdade. Como o resto do livro, ficou bem raso e eu nem parei muito para querer que os personagens ficassem juntos. Mas o livro não foi ruim! A leitura foi leve, rápida e o livro não é mesmo de todo ruim! Tem muitas cena bonitinhas ou interessantes, que teriam ficado incríveis se a autora tivesse trabalhado mais nelas. E isso é uma crítica ao mercado mesmo, porque andam publicando muitos livros nesse gênero que parecem que nem terem ficado prontos direito. Está faltando muito conteúdo em livros contemporâneos ultimamente. E esses são os livros mais fáceis de ler, daqueles que dá para ler quinhentas páginas sem sentir! Um detalhe básico que me incomodou MUITO: tem uma rivalidade feminina que era completamente desnecessária (opa, não é desnecessária sempre?). A Lina tinha que odiar mesmo uma garota só porque ela era namorada do amigo dela? Tinha que fazer ela ser a megera só porque era loira, alta e linda? E o pior, só para estragar tudo mesmo, a autora ainda criou toda uma cena que me fez acreditar que ela seria minha super heroína feminista da vida, mas acabou a cena só intensificando a rivalidade. Perdeu uma oportunidade enorme de acabar com estereótipo, decidiu foi é propagá-los.



Eu aconselho, sim, a lerem, se vocês quiserem muito, mas não vão esperando algo que vai mudar a vida de vocês, porque definitivamente não vão encontrar aqui! Eu até quero ler a sequência, talvez entre dois livros mais pesados e intensos, mas tenho que admitir que esse livro é bastante fácil de esquecer. Não teve nada muito marcante nele, infelizmente.

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