• Laura Machado

RESENHA: Cidade das Almas Perdidas (Clare, Cassandra)


Sinopse:

Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?


O QUE EU ACHEI:


Na minha opinião, esse foi o melhor livro da série até agora. Talvez por causa disso, ou porque a história não se altera muito entre livros, minha resenha será pequena. Eu não gostei muito dos dois primeiros livros, eles chegaram a me desanimar quase completamente para o resto da série, mas o terceiro foi okay, o quarto um pouco inútil mas rápido e esse quinto foi realmente bom. Ele, pela primeira vez desde que comecei a ler Cidade dos Ossos, me fez sentir um certo apego à história. Eu realmente adoro a escrita da Cassandra Clare. Ela é incrível, de verdade, escreve extremamente bem. Adoro o jeito que explica as cenas, como muda o ponto de vista dos personagens. Meu problema com os livros anteriores era só com a história, com o quanto a Clary era inútil e muitos outros detalhes problemáticos aqui e ali. Além disso, apesar do mundo rico que ela criou, muito dele foi tão inspirado no Harry Potter, que os três primeiros livros deixaram de me impressionar.


Mas, nesse quinto livro, ela consegue se livrar da maioria dos defeitos dos anteriores. A Clary cresce muito nele, o relacionamento dela com o Jace também, o que fazia tempo demais que precisava acontecer, e eu finalmente posso dizer que gosto dos dois como um casal sim e que, apesar do começo ter sido incerto, agora estou convencida do amor deles. Sempre gostei do Jace, sempre, mesmo quando ele se fazia de coitado e mártir, mas agora também gosto da Clary. Só gosto, o que é bem melhor do que meu desprezo de antes. Meu favorito continua imbatível. Simon Lewis é de longe a melhor coisa que já aconteceu com essa história e a verdadeira razão de eu não ter desistido da série depois do segundo livro. Ele merecia muito mais destaque, mas fico feliz já por ter mais nessa segunda parte da série. Aliás, suas cenas com a Izzy nesse livro foram minhas favoritas! Outra favorita foi uma cena da Clary com o Jace, o que me surpreendeu! Foi bem perto do final, e eu adorei a resolução de tudo, apesar de não ter sido muito resolução e só uma ponte para o próximo livro, que vou começar a ler em seguida. O Magnus Bane, infelizmente, não teve em nenhum momento até aqui toda a atenção que merece. Se foi uma sacada da autora para me fazer comprar o livro dele, ela acertou. Não vou aguentar saber tão pouco sobre ele. Me recuso. Quero mais Magnus. A história dele com o Alec teve afinal um pouco mais de destaque também, mas eu queria que tivesse tido lá no primeiro livro, quando teria sido mais emocionante. Não posso dizer que me importo muito com o que vai acontecer entre eles. Estou bem mais interessada em descobrir certos segredos do Magnus!


De resto, o livro é muito bom, tem pontos de vista de vários personagens e o desenvolvimento é bem bacana, apesar da autora continuar tratando os personagens adultos como inúteis e atrasados o tempo todo. É sintoma de livro YA, mas é desnecessário também. Esse livro, além de ser o melhor da série até agora, conseguiu logo no começo me animar para o próximo e até arriscar assistir de novo a série de TV (cuja primeira temporada eu já tinha visto e achado absolutamente péssima!). Isso é realmente impressionante, ainda mais vindo de um livro da série Instrumentos Mortais!

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