• Laura Machado

RESENHA: Bright We Burn (White, Kiersten)


Sinopse:

"Ela parou numa curva do rio, onde uma caverna escondida camuflava uma passagem secreta para as ruínas da fortaleza da montanha. Entretanto não havia mais ruínas. O que ela encontraria por lá não era a solidão. Lada escutava os cinzéis, os gritos dos homens, o clangor das correntes de metal. Enfim, uma promessa estava sendo cumprida: ela havia voltado para reconstruir sua fortaleza.❞


O QUE EU ACHEI:


Faz muito tempo que eu não escrevo uma resenha realmente pequena, mas acho que essa será assim. Eu amo essa trilogia, amo a ideia da Lada no lugar do Vlad, amo todo o desenvolvimento dos personagens e como eles acabaram tão eles quanto no começo, só evoluídos. Amo a consistência humana, fraca e forte deles, como são previsíveis até quando surpreendem. Amo como a autora se manteve fiel à história real do Vlad (durante algumas partes desse livro, achei que não ia incluir certas coisas, mas incluiu!), ao mesmo tempo que conseguiu criar cenas e momentos únicos. Eu realmente amo essa trilogia e posso dizer que o final foi ideal para ela. Então, se você gostou dos outros dois livros, vai gostar desse.


Só um detalhe aqui: no final do segundo, a promessa para muita luta nesse ficou clara e me deixou extremamente ansiosa. Por sorte (ou azar), eu tive que esperar mais de um ano para ler esse daqui, talvez tivesse me decepcionado caso contrário. Não que não tenha luta, não que não tenha guerras e que a Lada não se mostre cada vez mais brilhante, brutal e implacável (raramente tenho a chance de usar essa palavra tão apropriada para comerciais de filmes na televisão). Tem tudo isso aqui, mas a escrita e o desenvolvimento de tudo é muito realista e em momento algum chega a um único pico absurdo de ação e revelações. Além disso, como é tão costume com livros de ficção histórica (ainda que alternativa), não tem como esperar um final completamente diferente do que realmente aconteceu, mesmo eu querendo muito. Acabou bem como eu imaginava, feliz e infelizmente. Ainda bem que, depois de ter me feito sofrer com a Lada em tantas questões, a parte na qual a autora teve mais liberdade para explorar como queria, ela fez questão de usar direitinho e me deixar satisfeita e completa no final.


Ainda acho que esses não são livros para quaisquer pessoas. A Lada claramente não vai agradar todo mundo (ainda que eu a ame, muitas vezes me senti extremamente desconfortável com seus métodos violentos) e o Radu, que sofreu muito para chegar onde estava nesse livro, ainda não consegue mudar completamente para outra pessoa (a evolução dele é linda, mas tenho que admitir que o livro em que ele realmente brilhou foi no segundo. Foi lá que ele realmente cresceu e evoluiu). Sem contar com o Mehmed, que eu detesto desde o primeiro livro e fiquei revirando meus olhos para não querer bater no livro e ver se ele sentia. Imagino também que a coragem da autora para descrever a brutalidade de algumas cenas não vá agradar todo mundo. Mas quem tiver gostado dos anteriores não vai se arrepender de ler esse final. É triste ter que terminar essa trilogia, mas fico tão feliz de chegar ao epílogo desse último livro e poder ter certeza de que nada desandou e que ainda existem livros ótimos no mundo. Como a Lada, em compensação, não existe mais ninguém.

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