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RESENHA: Lady Renegades (Hawkins, Rachel)

August 2, 2019

Sinopse:

Just as Harper Price starts coming to terms with her role as David Stark's battle-ready Paladin, protector, and girlfriend—her world goes crazy all over again. 

Overwhelmed by his Oracle powers, David flees Pine Grove and starts turning teenaged girls into Paladins—and these young ladies seem to think that Harper is the enemy David needs protecting from. Ordinarily, Harper would be able to fight off any Paladin who comes her way, but her powers have been dwindling since David left town, which means her life is on the line yet again. 

Now, it’s a desperate race for Harper to find and rescue David before she backslides from superhero to your garden-variety type-A belle. 

New York Times bestselling author Rachel Hawkins brings the fun once again in the finale of this pitch-perfect romantic paranormal comedy series. 

 

O QUE EU ACHEI:

 

Apesar de não ser um livro perfeito e nem tão complexo quanto poderia ser, Rebel Belle é divertido e diferente. O segundo livro, Miss Mayhem, em compensação, me deu a forte impressão de que essa era mais uma ideia ótima que nunca chegaria ao seu potencial. Mas com Lady Renegades eu aprendi que o que aconteceu foi quase o contrário. A autora, em vez de se contentar com o alcance de sua ideia, tentou esticá-la mais do que deveria. Rebel Belle definitivamente deveria ter sido um único livro.

 

 
Chegar no final da trilogia é o jeito mais trabalhoso de perceber que a autora não soube criar os detalhes dos poderes, do Oráculo, dos paladinos e do que é possível e do que não é na sua história. Acho que isso foi até pior do que ela tentar dar mais enredo para todo esse pano de fundo do que ele suportava. Ela pareceu estar inventando as coisas conforme escrevia, deixando tanto buraco e incoerência que começou a ficar ridículo. "Ah, porque alguém morrer leva a magia dessa pessoa junto. Quer dizer, menos nesse único lugar, porque deixa a cena mais interessante." "Não, magos não podem mexer com vida e saúde de uma pessoa, não importa quanta magia tenham. Mas olha essa maga aqui, que nem recebeu os poderes - aprendeu pela internet, - conseguindo fazer tudo aquilo que diziam que não era possível." Sem contar com as incoerências pequenas, que deveriam ter saído nas mais fracas das revisões (pessoas se sentando, mesmo parágrafos atrás tendo dito que elas já estavam sentadas e coisas assim - que aconteceram pelo menos umas seis veze durante um livro com menos de 300 páginas).

E não é só isso também. No primeiro livro, quando os personagens tinham "sensações" que os levavam para respostas certas, eu não me incomodava. A implicância da Harper com palavrões era algo fofo. Mas quando você vai desenvolver uma trilogia, seus personagens precisam se desenvolver um pouco mais, o enredo precisa ter profundidade, não só ficar repetindo equações fáceis. Não pode ter vinte acontecimentos na trilogia toda que só conseguem existir porque os personagens "tiveram uma sensação que os fizeram ir até lá e fazer exatamente o que precisavam". Isso é forçação de barra!

 

 

E essa história é cheia de forçação mesmo. As explicações são sempre superficiais, os personagens não vão a fundo a nada, deixam tudo meio no ar e todas as vezes parece que é porque a autora ainda não decidiu o que cada coisa vai realmente significar. Como eu falei, se fosse um livro só, esses defeitos só o fariam ser bobinho, um livro perfeito para entretenimento, mas nada que precise ser levado a sério. Uma trilogia, em compensação, precisava de muito mais conteúdo do que a autora soube dar.

Aliás, todas as questões e cenas mais sérias e importantes dessa história foram narradas de um jeito tão banal, que não tem como não ficar decepcionado. Quer dizer, o que era para ser a cena mais triste e emocionante da trilogia toda foi tão, mas tão qualquer coisa, que eu realmente senti que estava perdendo alguma coisa. Até a garota que era para ser "suspeita" e quase "vilã" o tempo todo ficou mais abalada que a Harper.

Os personagens, como falei antes, não têm desenvolvimento nenhum. Honestamente, a Harper acabou praticamente como tinha começado a história, com os mesmos defeitos e as mesmas qualidades também. E, de novo, isso seria aceitável se fosse um livro único. Mas você não pode jogar um personagem em um arco de história que é quase completamente jornada do herói e querer que ele acabe do mesmo jeito que era antes. Isso só faz toda a história ser inútil.

E tem muitas outras coisas que eu poderia dizer, mas o único fato que realmente importa é que Rebel Belle deveria ter sido um livro único. E tem uma lição aqui. Autores, vale muito mais a pena colocar seu amor e sua dedicação em um livro único bem feito do que tentar ganhar dinheiro vendendo sequências. Porque, apesar de eu ter gostado bastante do primeiro livro, o máximo que sinto agora por essa trilogia é decepção.

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Sobre a Autora

Laura Machado

Laura Vieira Machado nasceu em Minas Gerais em 1991. É formada em Moda pela Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo. Fala cinco línguas e, quando tinha vinte anos, foi morar na Europa durante dez meses, alternando entre Alemanha, França e Espanha, aproveitando para visitar vários outros países e colecionar memórias inesquecíveis. Na Inglaterra, fez questão de conhecer a casa onde morou Jane Austen, uma de suas autoras preferidas. É mais viciada em café do que Elisa Pariseau. Assiste a muitas séries e não conseguiria viver sem música. É apaixonada por livros românticos e intensos. Escreve o que lhe dá vontade de ler.

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A Princesa Escondida

Primeiro livro da série, A Princesa Escondida foi publicado em Junho de 2017 pela Editora Novo Século, com o selo Talentos da Literatura Brasileira. 

Sobre o Livro

Primeiro livro da série, A Princesa Escondida foi publicado em Junho de 2017 pela Editora Novo Século, com o selo Talentos da Literatura Brasileira. 

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