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RESENHA: A Year of Being Single (Collins, Fiona)

September 13, 2019

Sinopse:

Imogen is supposed to be on the most romantic weekend of her life and instead she’s quickly realised that her current boyfriend definitely isn’t ‘The One’ and actually One Big Mistake. 

Frankie is fed up. Fed up of her good-for-nothing husband and her four, unappreciative children. Well, they hardly notice her anyway, maybe it’s time to shake it up a little…

Grace thought she had the perfect life. Gorgeous little boy and perfect, hardworking husband. Or rather, she did, until she realised her husband was shagging his ‘work’.

These single ladies don’t need to put a ring on it…right?

 

O QUE EU ACHEI:

 

Esse foi de longe um dos livros mais chatos que já li! Tão chato, aliás, que não estou com a mínima vontade de escrever uma resenha ou pensar nele de novo pro resto da minha vida. Se ao menos eu tivesse odiado algo da história, se tivesse algo revoltante no livro, teria sido mais interessante. Do jeito que foi, tive que me forçar a terminar e cheguei a pular várias linhas de vez em quando (cheias de informações inúteis e repetidas) só para conseguir considerá-lo terminado e seguir para outro.

 

 
A primeira coisa que preciso dizer é que o título é um tanto enganoso. A Year of Being Single? Fala sério. Deveria se chamar, A Month of Being Single ou talvez Como Fingir que Vai Falar Sobre Mulheres que Não Precisam de Relacionamentos e Acabar Falando de Mulheres que Estão Constantemente em Relacionamentos. Essas três amigas não conseguiram passar nem um mês sem um interesse romântico novo. Completamente desnecessário. Parece que a própria autora não gostou da ideia que teve para o livro e não quis ter que segui-la por nem metade dele. Definitivamente deveria ter dado um nome diferente para ele e tentado focar em outra coisa. Ou feita uma verdadeira história sobre mulheres que não precisam de outras pessoas para se validarem.

Aliás, se tivesse focado em uma única personagem, já teria melhorado bem. Menos na Grace, que foi insuportável desde o começo. Me deu tanta raiva dela enquanto lia, que tive vontade de arrancar as folhas dos capítulos dela e fingir que elas nunca tiveram feito parte da história. A Frankie também foi bem chata em muitas cenas, mas foi menos insuportável. A única que salvava era a Imogen, que infelizmente tem como sua maior aspiração ser a mulher de alguém. Nem para ter feito "ser amada" por alguém. Ser a mulher, a esposa. Às vezes, fiquei impressionada por não odiá-la também.

Um de seus maiores defeitos é o quanto ela é focada em atração sexual. Sim, claro, é super necessária, nem vale a pena gastar tempo com pessoas por quem você não se sinta atraída, mas não cheguei a ser convencida pelo amor dela pelo Richard por nem um segundo. Claro que ela estava adorando ficar com ele, mas chegar a falar que ela o ama quando eles mal tiveram qualquer conexão que não fosse física é demais. 
Além disso, é extremamente necessário todos os caras dessa história serem lindos, perfeitos e de olhos azuis? Cadê as pessoas normais do mundo, meu deus? Por que os autores raramente acham que elas merecem também ser representadas em livros?

Outra coisa que eu detestei foram as amigas mentindo uma para a outra. Que truque tosco e mal feito para criar um enredo interessante. Falhou completamente, além de me provar que elas, afinal, ou são infantis demais ou não têm uma amizade tão verdadeira. Eu tenho. E posso dizer que amizade verdadeira é poder contar tudo para alguém, mesmo as coisas ruins, mesmo quando tem que admitir promessas quebradas. Que tipo de amizade é essa que a pessoa não pode admitir erros e saber que vai ser compreendida? Pior ainda é que toda essa mentira das três não levou a nada, não teve uma única situação engraçada e nem teve qualquer impacto no livro.

Sempre adorei a grande maioria dos livros da Sophie Kinsella, mas, até chegar a ler esse, nunca tinha percebido o quanto é difícil escrever um livro engraçado, descontraído e fofo como os dela. Esse daqui só mostra que a Sophie realmente tem talento e a Fiona ainda está longe de chegar perto dela. Mesmo com todas as minhas críticas, o que mais me fez detestar esse livro foi sua chatice. Nunca estive tão entediada com um livro antes! E um livro contemporâneo ainda, chick lit, que é super fácil de entreter (ou deveria ser), mesmo que cheio de clichês!

 

Eu super passaria longe desse livro, principalmente se você está esperando o tipo de história que foge do estereótipo de que mulher precisa sempre ter interesse romântico por algum cara. Ele é bem do tipo que promete fazer algo diferente e acaba fazendo o mesmo, o que talvez seja ainda pior. Quer ser clichê? Assume, por favor. E tenta criar alguma cena ou resolução que seja ao menos inesperada, porque eu consegui adivinhar como as três acabariam no primeiro capítulo depois do pacto tosco delas.

Aliás, uma última crítica. Se você vai escrever um livro sobre três protagonistas com mais de 30 anos de idade, duas delas com mais de quarenta, tente fazer uma capa menos infantil. Mais bonita também não teria sido uma péssima ideia. Pelo menos o livro serviria para enfeitar a estante.

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Sobre a Autora

Laura Machado

Laura Vieira Machado nasceu em Minas Gerais em 1991. É formada em Moda pela Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo. Fala cinco línguas e, quando tinha vinte anos, foi morar na Europa durante dez meses, alternando entre Alemanha, França e Espanha, aproveitando para visitar vários outros países e colecionar memórias inesquecíveis. Na Inglaterra, fez questão de conhecer a casa onde morou Jane Austen, uma de suas autoras preferidas. É mais viciada em café do que Elisa Pariseau. Assiste a muitas séries e não conseguiria viver sem música. É apaixonada por livros românticos e intensos. Escreve o que lhe dá vontade de ler.

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A Princesa Escondida

Primeiro livro da série, A Princesa Escondida foi publicado em Junho de 2017 pela Editora Novo Século, com o selo Talentos da Literatura Brasileira. 

Sobre o Livro

Primeiro livro da série, A Princesa Escondida foi publicado em Junho de 2017 pela Editora Novo Século, com o selo Talentos da Literatura Brasileira. 

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