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RESENHA: The Queen's Rising (Ross, Rebecca)

September 23, 2019

Sinopse:

A passionate story of intrigue, deception, truth and survival.

A dazzling debut and the first part of a thrilling trilogy from an extraordinary new talent. Perfect for fans of SIX OF CROWS and Sarah J. Maas.

Born out of wedlock, Brienna is cast off by her noble family and sent to Magnolia House – a boarding house for those looking to study the passions: art, music, dramatics, wit and knowledge. Brienna must discover her passion and train hard to perfect her skill, in the hope that she will one day graduate and be chosen by a wealthy patron, looking to support one of the ‘impassioned’.

As Brienna gets closer to the eve of her graduation, she also grows closer to her smart (and handsome) tutor, Cartier. He can sense that she is hiding a secret, but Brienna chooses not to reveal that she is experiencing memories of her ancestors – memories uncovering the mysteries of the past that may have dangerous consequences in the present.

A daring plot is brewing – to overthrow the usurper king and restore the rightful monarchy – and Brienna’s memories hold the key to its success. Cartier desperately wants to help Brienna, but she must chose her friends wisely, keep her enemies close and trust no one if she is to save herself and her people.

 

O QUE EU ACHEI:

 

Lá vai mais um livro para a lista das decepções. Existem livros rápidos, mas bem desenvolvidos, livros um tanto juvenis, mas reais e livros que não almejam ser tão sérios e épicos, mas são divertidos e interessantes. E aí tem aquele livro como The Queen's Rising, que é rápido, mal desenvolvido, juvenil, irreal, um tanto bobo, nada épico ou interessante e que ainda consegue falhar em questão de entretenimento.

Tá, o livro não é insuportável, não é muito chato, nem me fez ficar com raiva de nada. Mas ele está longe de ser bom. Fica claro que a autora sabe escrever, sabe descrever, falou várias coisas bacanas. Dá para tirar várias frases bonitas daqui. Infelizmente, isso não é o suficiente para escrever um bom livro. Ela falhou em tantas questões pequenas e mais fáceis na hora de desenrolar a história e criar o enredo, que eu a aconselharia a escrever sobre algo mais fácil, menos complexo e mais perto da sua própria realidade antes de ir se aventurar por mundos diferentes e criados por ela.

Não sei nem se conseguiria enumerar todas as críticas que vim guardando desde o começo do livro e tenho para dizer. Em algumas delas, pode ser que eu dê algum mínimo spoiler (vou me esforçar bem para não deixar nada claro e avisar antes mesmo assim, okay?), mas a maioria é bem geral e tem a ver com questões bem intrínsecas da história.
 

 

Antes de mais nada, todo o sistema de paixões (passions) que ela criou para esse universo fez um total de zero sentido. E o pior, durante as primeiras cem, cento e cinquenta páginas, a autora explica essas paixões umas milhares de vezes e todas suas explicações são vagas e não levam a nada. Já terminei o livro e ainda não tenho ideia do que faz com que elas sejam importantes, interessantes ou minimamente relevantes para o livro. Poderiam muito bem ser apenas matérias de uma escola que faria mais sentido e a mesma diferença no enredo, para ser honesta.

Além disso, a relação da Brienna (protagonista) com seu mestre ficou bem furada também. Parecia que ela estava lidando com duas pessoas diferentes, o que é bem triste, já que poderia ser uma relação cheia de detalhes a serem explorados com cuidado. Confesso que shippei os dois, mas meramente pelo fato de ser um amor um tanto proibido. Perdi o interesse logo. O romance aqui, aliás, é bem qualquer coisa.

A própria Brienna é um poço de características e atitudes infundadas. Além de ela não ter nenhuma qualidade ou defeito marcantes, a história de vida dela aparentemente não afeta em nenhuma situação em que ela se encontra. Talvez fosse só porque a autora queria caber a história de três livros em um, mas provavelmente foi porque ela não percebeu que um personagem precisa ser influenciado pelo jeito que foi criado. A Brienna literalmente viveu durante sete anos no mesmo lugar - os sete anos mais importantes da sua criação, os da sua adolescência, quando ela devia estar encontrando e questionando seu lugar no mundo, - sem sair desse lugar, convivendo com basicamente as mesmas onze ou doze pessoas até um belo dia que ela sai de lá e não tem o menor problema em se relacionar com estranhos e até viajar sozinha, encarar pessoas que outras pensariam duas vezes antes de encarar. 

Fica muito mais difícil de conhecer e entender um personagem quando sua criação não afeta suas atitudes. Fica praticamente impossível quando ela magicamente cresce e adota uma ideologia que não é pertinente para ela. E aqui vai um mini spoiler, okay? A Brienna tem uma vida em Valenia (talvez o nome do país esteja errado, mas ignore), ela tem um avô, tem conexões lá. E, do nada, só por um acaso, por algo que simplesmente aconteceu (e dizem que acontece com outros, mas nessa história foi só com ela), ela resolve entrar para uma revolução que não lhe diz respeito em nada, somente porque "é o certo a se fazer"? A autora basicamente diz que ela é inteligente, já que se formou em conhecimento, mas a Brienna não é esperta o suficiente para entender que revolução significa guerra que significa riscos e mortes? Ela pensa por dois segundos antes de decidir se arriscar por uma causa que não a afeta de jeito nenhum a não ser moralmente, que nem chega perto de atrapalhar seu país e a vida dela e de quem ela ama? Entendo ela ser uma boa pessoa, mas boas pessoas também prezam por suas próprias vidas e tentam não arriscá-las por qualquer coisa e do nada.
 

 

Juro que eu poderia falar de problemas na criação e no desenvolvimento da protagonista por horas aqui, mas vou parar nesses dois, já que eles estragam o resto da história. Agora preciso falar sobre a relação entre as pessoas, que foi a coisa mais forçada do livro (e olha que a competição está acirrada).
É incrível como alguns personagens aqui se descontrolam emocionalmente por outros que mal conhecem. Entendo ter lealdade e depender dessa lealdade, mas chorar e se desesperar por alguém, agindo como se considerasse a pessoa parte da família, quando a conhece faz menos de dois meses e só teve interesse nela por uma causa política? Exagerado.
Pior ainda é que a própria protagonista faz isso, além de ter outros personagens fazendo o mesmo. Parece que a autora decidiu que eles se importavam um com os outros, sem qualquer razão ou prova convincente, e achou que a gente ia acreditar só porque ela disse que sim. Algumas cenas desse livro me deram um pouco de vergonha alheia pelos personagens.

A relação da protagonista com alguns dos outros é estranha também em outros sentidos. Por exemplo, por ódio. Outro pequeno spoiler: tem uma morte no livro que foi do nada, drástica, bem cruel, e que não fez a protagonista nem piscar ao assisti-la - a tipo um metro dela. Essa frieza dela para a tal morte e para as da batalha depois foi o maior absurdo de todos. Ela cresceu literalmente protegida em uma mesma casa durante sete anos! Aí passam dois meses e ela nem hesita em ver alguém ser morto na sua frente? Ainda mais aquela pessoa, que tinha aquela relação com ela? (Vocês vão ter que imaginar quem, porque eu não vou contar! Haha, mentira, conto para quem vier me perguntar por mensagem!)

Aliás, a questão de quem é o pai da protagonista foi levada como uma reviravolta que não conseguiria fazer ninguém ficar surpreso, já que a árvore genealógica de todo mundo está antes da história. Um pouco tosco, hein? E a reação da Brienna e seus sentimentos sobre encontrar o pai que ela aparentemente passou dezessete anos procurando e querendo conhecer foram bem frios, bem fracos e superficiais como o resto do livro. Tenho que dar um outro pequeno spoiler aqui: um pai que mata um filho que criou desde pequeno até os vinte anos (?) de idade sem nem hesitar, mas que enrola para matar a filha que conheceu há menos de uma semana? Levemente incoerente, hein.

O enredo do livro é outra coisa que deixou muito a desejar. Os acontecimentos - a maioria dos que rodeiam a protagonista só acontecem com ela, sem que ela tenha que tomar uma atitude - são fáceis demais, levando a outros convenientes a ponto de parecer que deus está manipulando o mundo para encaixar no que os "bonzinhos" queriam. Não é um deus ex machina, mas é quase, já que vários detalhes aparentemente aleatórios só favorecem a protagonista e seus aliados. As lembranças da Brienna são uma prova disso. Vou dar outro exemplo, mas alguém pode considerar um spoiler (alguém que não tenha lido o título dos capítulos no índice que vem antes da história!): ela encontrar e usar uma passagem secreta bem na hora que precisa já seria forçado sozinho. Mas ser a única a usar quando está no castelo do inimigo - inimigo aquele que cresceu ali, virou Lord daquele castelo e suspeita dela, - já é demais.

E eu realmente poderia apontar problemas em praticamente todas as cenas desse livro. Ele é corrido, tenta encaixar história de três livros - ou pelo menos dois, - em um só, é superficial, forçado, fraco, incoerente, nada realista, um tanto bobo às vezes e infelizmente ficou bem longe de ser aceitável. A única coisa boa dele, na verdade, é que ele não é irritante ou tão chato quanto poderia ser. Mas vou precisar me encontrar em um momento de seca literária e sem outras opções para resolver ler sua continuação.

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Sobre a Autora

Laura Machado

Laura Vieira Machado nasceu em Minas Gerais em 1991. É formada em Moda pela Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo. Fala cinco línguas e, quando tinha vinte anos, foi morar na Europa durante dez meses, alternando entre Alemanha, França e Espanha, aproveitando para visitar vários outros países e colecionar memórias inesquecíveis. Na Inglaterra, fez questão de conhecer a casa onde morou Jane Austen, uma de suas autoras preferidas. É mais viciada em café do que Elisa Pariseau. Assiste a muitas séries e não conseguiria viver sem música. É apaixonada por livros românticos e intensos. Escreve o que lhe dá vontade de ler.

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A Princesa Escondida

Primeiro livro da série, A Princesa Escondida foi publicado em Junho de 2017 pela Editora Novo Século, com o selo Talentos da Literatura Brasileira. 

Sobre o Livro

Primeiro livro da série, A Princesa Escondida foi publicado em Junho de 2017 pela Editora Novo Século, com o selo Talentos da Literatura Brasileira. 

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