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RESENHA: Duologia Progeny (Lee, Tosca)

October 6, 2019

The Progeny - Livro 1

 

Sinopse:

New York Times bestselling author Tosca Lee brings a modern twist to an ancient mystery surrounding the most notorious female serial killer of all time. A fast-paced thriller for fans of Ted Dekker’s The Books of Mortals, Dan Brown’s The Da Vinci Code, and BBC America’s hit series Orphan Black.

Emily Jacobs is the descendant of a serial killer. Now, she’s become the hunted.

She’s on a quest that will take her to the secret underground of Europe and the inner circles of three ancient orders—one determined to kill her, one devoted to keeping her alive, and one she must ultimately save.

Filled with adrenaline, romance, and reversals, The Progeny is the present-day saga of a 400-year-old war between the uncanny descendants of “Blood Countess” Elizabeth Bathory, the most prolific female serial killer of all time, and a secret society dedicated to erasing every one of her descendants. A story about the search for self filled with centuries-old intrigues against the backdrop of atrocity and hope.

 

O QUE EU ACHEI:

 

As pessoas precisam parar de mencionar O Código Da Vinci em sinopses de livros com qualquer semblante de quebra cabeça e viagem entre cidades; e nem deveriam ter se achado no direito de mencionar Orphan Black na sinopse desse daqui. Eu faço questão de julgar um livro baseado no que ele se propõe a entregar e, quando você coloca um livro tão inteligente e instigante quanto Código Da Vinci como base de referência, costuma estar só dando razões para seus leitores se decepcionarem. Mas eu não ia cair nessa duas vezes e sabia desde o começo que Progeny não chegaria perto dele. O que eu esperava, afinal, era um livro adolescente, com bastante ação e um pouco de romance. Não precisava ser ótimo, nem precisava ser muito bom, só okay. E esse não foi.
 

 

Estou sempre disposta a dar uma chance para livros com ação e viagem por países da Europa, com quebra cabeças e até romance clichê e desnecessário. Mas precisa ter lógica, precisa ser instigante, precisa pelo menos não me fazer sentir que o enredo inteiro é feito de decisões idiotas da protagonista. Pelo amor de deus, precisa pelo menos ser divertido e um bom jeito de passar o tempo. Quando você fica sem vontade de ler o livro até em fila de banco, tem alguma coisa errada aí.

O livro começou muito, muito bem. A protagonista no começo era inteligente mesmo, lógica, não convencida por um rosto bonito e com atitudes mais do que razoáveis. E aí tudo foi desandando e piorando cada vez mais até o final. Mas, se você pensar bem, até o básico do enredo não faz muito sentido. A Audra apagou sua própria memória por alguma razão muito boa e o livro começa sem ela se lembrar de nada. Sim, essa ideia de não se lembrar e precisar investigar tudo é sempre interessante, mas fica estúpida quando foi a protagonista que decidiu isso. Não consigo entender o que a faria não explicar nada para si mesma. Não falar, "Ei, você é isso, precisa fugir a vida inteira, nunca vai saber de novo por que, mas pelo menos sabe que não pode ir para tais lugares e fazer tais coisas". Ficar no escuro sempre vai levar a uma curiosidade absurda. E o livro é basicamente a protagonista tentando desfazer o que fez antes da história começar.

Todos os passos importantes dela são burros e mal explicados. Ela vai por livre e espontânea vontade para um lugar basicamente para ficar ao alcance de "vilões", o que a obriga a ter que desvendar seu passado. Nunca, em nenhum momento ocorreu a ela que talvez devesse deixar o passado quieto e só fugir. E essa falta de lógica vai aumentando cada vez mais, enquanto o resto do mundo aproveita qualquer oportunidade para falar que ela é inteligente. Sim, algumas sacadas dela são espertas, mas ela é cega para a situação maior.

E o final. Nossa, o final. É incrível como o começo parece fazer parte de outro livro ou pelo menos ter sido escrito por outra pessoa. Tudo desanda demais, a autora começa a correr com explicações e cenas, além de várias atitudes da protagonista que são sem pé nem cabeça. Toda vez que parece que vai voltar a ficar bom como antes, acaba tendo uma reviravolta exagerada desnecessária e que só deixa tudo ainda mais tosco. Até as últimas descobertas dela são sem sentido e ainda estou tentando entender por que elas fizeram parte desse livro, quando parece que encaixam no próximo.

Nem o romance vale a pena. Essa autora realmente não sabe descrever romance ou cenas de romance. Parecia que eu estava lendo listas de compras, de tão desconectada que estava, porque ela não conseguiu criar nenhuma tensão nesse sentido ou me deixar interessada mesmo em um desenvolvimento romântico da protagonista. Que erro.

Isso daqui não deu certo. Ainda tem um toque paranormal na história que conseguiu o prêmio de mais aleatório de todos. Os progênies tendo poder de persuasão? Os caçadores conseguindo colher a memória dos progênies que matam? E isso simplesmente apareceu do nada, sem explicação ou aparentemente questionamento de ninguém há quatrocentos anos? Que bagunça é essa, sério? E por que diabos alguém iria atrás de se vingar de algum ancestral louco de quatro séculos atrás?
 

 

O verdadeiro defeito desse livro está em sua essência, na força dos motivos para tudo. O motivo para essa rivalidade existir, o motivo para os poderes, o motivo para a protagonista ir de um lugar ao outro. Todos os motivos aqui são completamente falhos e fracos, o que acaba com a estrutura sobre a qual o resto todo da história é construído. E esse defeito é fatal.

Eu vou ler a continuação, basicamente porque já a comprei e é curta. Mas esse livro não vale a pena. Se você se interessa pelo gênero, vai ler The Conspiracy of Us, que também não é ótimo mas pelo menos tem uma protagonista mais razoável (que não passa o livro inteiro desfazendo uma decisão que ela tomou quando tinha todas as informações possíveis), um romance melhor descrito e um enredo mais divertido. Não é ótimo, mas é okay, o que esse daqui nem consegue ser. E que está faltando livro nesse gênero bom de verdade, está, viu.

 

Firstborn - Livro 2

 

Sinopse:

 

Face-to-face with her past, Audra Ellison now knows the secret she gave up everything—including her memory—to protect. A secret made vulnerable by her rediscovery, and so powerful neither the Historian nor the traitor Prince Nikola will ever let her live to keep it. 

With Luka in the Historian’s custody and the clock ticking down on his life, Audra only has one impossible chance: find and kill the Historian and end the centuries old war between the Progeny and Scions at last—all while running from the law and struggling to control her growing powers. 

With the help of a heretic monk and her Progeny friends Claudia, Piotrek, and Jester, Audra will risk all she holds dear in a final bid to save them all and put her powers to the ultimate test.

 

O QUE EU ACHEI:

 

É tão ruim quando você encontra um livro que parece ter tudo daquilo que você mais gosta e quase nunca encontra, só para ler e descobrir depois que ele é péssimo. Foi assim com o primeiro dessa duologia e, apesar desse segundo ter tido alguns momentos que me deram a esperança de ser bem melhor, ele desandou loucamente no final também. O fato é que essa duologia é uma verdadeira decepção, e eu queria nunca ter sido conquistada pelas suas capas e a sinopse interessante.
 

 

Os maiores defeitos de Firstborn vêm do primeiro volume, uma estrutura em que nada faz sentido. Ainda estou tentando entender por que a autora achou que uma vingança de quatrocentos mil anos passada de pai para filho (esporadicamente, já que nem era tão direto) faria sentido. Tudo bem você querer revindicar alguma injustiça contra seus pais, seus avós, quem sabe até seus tataravós. Mas ancestrais de quatrocentos anos atrás, quando você vive no século vinte e um, nesse mundo aqui? Acho impossível, ainda mais sendo tantas pessoas. Teria ficado mais crível se eles fossem vampiros, juro.

Mas esse livro trouxe novos defeitos terríveis também. Nunca tinha encontrado uma escrita tão corrida e resumida como no final desse livro. Uma coisa é você querer criar ação, outra é dar ao leitor a sensação de que tudo estava se atropelando. Até a última página, fiz questão de reler algumas partes, porque achei um absurdo a quantidade de informações importantes que a autora estava dando em três linhas, sem qualquer reação da protagonista, qualquer introspecção, de tão atropelado. A história ficou no final completamente apressada e superficial.
 

 

O que esse segundo tem melhor do que o primeiro livro (algumas cenas de ação) infelizmente só acabou servindo para me fazer achar que ia conseguir deixar para trás todos os tropeços e buracos do outro, mas acabou deixando o fim ainda mais decepcionante. As revelações do final ficaram ridículas do jeito que foram mostradas, atropeladas, aparecendo do nada e desaparecendo logo em seguida como se a autora tivesse uma cota de palavras e páginas e estivesse já passando do seu limite. Que erro.

E a ideia é ótima, a sinopse ainda parece intrigante e o esqueleto da história poderia ter sido aproveitado melhor por alguém mais disposto a trabalhar em cima dele. O fato é que perdi meu tempo por aqui e minha nota verdadeira é 1,5.

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Sobre a Autora

Laura Machado

Laura Vieira Machado nasceu em Minas Gerais em 1991. É formada em Moda pela Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo. Fala cinco línguas e, quando tinha vinte anos, foi morar na Europa durante dez meses, alternando entre Alemanha, França e Espanha, aproveitando para visitar vários outros países e colecionar memórias inesquecíveis. Na Inglaterra, fez questão de conhecer a casa onde morou Jane Austen, uma de suas autoras preferidas. É mais viciada em café do que Elisa Pariseau. Assiste a muitas séries e não conseguiria viver sem música. É apaixonada por livros românticos e intensos. Escreve o que lhe dá vontade de ler.

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A Princesa Escondida

Primeiro livro da série, A Princesa Escondida foi publicado em Junho de 2017 pela Editora Novo Século, com o selo Talentos da Literatura Brasileira. 

Sobre o Livro

Primeiro livro da série, A Princesa Escondida foi publicado em Junho de 2017 pela Editora Novo Século, com o selo Talentos da Literatura Brasileira. 

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